Alphaville: Um ícone pop intemporal
A banda que protagonizou o hino da década de 80 vai estar no Multiusos de Guimarães
Os Alphaville vão dar um concerto, no dia 17 de outubro, no Multiusos de Guimarães. A banda alemã, liderada por Marian Gold, é uma das mais emblemáticas do synth-pop e new wave, Fundado em 1982, o conjunto alcançou o estrelato quase de imediato com hinos como “Big in Japan”, “Forever Young” ou “Sounds Like a Melody”. Os Alphaville vêm a Guimarães celebrando 40 anos de carreira, numa altura em que o Multiusos comemora o seu 25º aniversario.
A banda nasceu em Münster, na Alemanha, a partir da reunião de Marian Gold e Bernhard Lloyd no projeto musical Nelson Community. Pouco depois, Frank Mertens juntou-se à dupla. Inicialmente o conjunto era conhecido como Forever Young, mas acabou por mudar de nome depois de os três músicos comporem as suas primeiras maquetes experimentais inspirados pelo clássico filme de ficção científica de Jean-Luc Godard, Alphaville. (comprar bilhetes)
O sucesso mundial
Em 1984, o single de estreia “Big in Japan” transformou o trio num fenómeno à escala global de forma instantânea. Logo a seguir surgiram outros sucessos como “Sounds Like a Melody” e “Forever Young”. Apesar do triunfo massivo, Frank Mertens abandonou o grupo, no final de 1984 devido à pressão criada pela fama súbita. Mertens foi substituído por Ricky Echolette e a estabilidade criativa manteve-se nos projetos seguintes.
O conceptualismo da década de 90
Ao longo da década de 1990, o grupo reduziu o ritmo comercial, focando-se em trabalhos mais conceptuais e projetos a solo. Ricky Echolette saiu em 1997 e Bernhard Lloyd despediu-se oficialmente em 2003. Desde então, Marian Gold manteve-se como o único membro fundador original, comandando os Alphaville com novos músicos de apoio. A banda tem-se mantido ativa no circuito mundial de concertos e já esteve várias vezes em Portugal.
Discografia evoluiu do synt-pop até à eletrónica de fusão com a clássica
A discografia dos Alphaville é composta por sete álbuns de estúdio que demonstram a evolução desde a simplicidade da pop assente na sonoridade dos sintetizadores, até arranjos sinfónicos complexos:
Forever Young (1984): O álbum de estreia e um marco cultural na década de 1980. Contém os três maiores êxitos da carreira da banda: “Big in Japan”, “Forever Young” e “Sounds Like a Melody”.
Afternoons in Utopia (1986): Um trabalho conceptual mais denso e ambicioso. Afastou-se do formato pop simples e contou com a colaboração de dezenas de músicos convidados, destacando-se o single “Dance With Me”.
The Breathtaking Blue (1989): Álbum experimental produzido por Klaus Schulze (ex-Tangerine Dream). Inovou ao lançar o projeto Songlines, onde vários realizadores de cinema criaram curtas-metragens para cada uma das faixas.
Prostitute (1994): Um disco altamente eclético e fora do circuito comercial, misturando influências de synth-pop, eletrónica e arranjos fora do comum.
Salvation (1997): Marcou um regresso deliberado às raízes eletrónicas e às pistas de dança, sendo o último álbum com a participação de Ricky Echolette.
Catching Rays on Giant (2010): O grande regresso ao formato comercial após mais de uma década. Conseguiu uma receção calorosa na Europa Central com faixas melódicas e modernas.
Strange Attractor (2017): Um álbum que explorou uma vertente mais obscura e moderna da música eletrónica, fundindo o estilo clássico da banda com o dark synth.
Projetos Especiais Recentes
Eternally Yours (2022): Uma a compilação onde a banda rearranjou os seus maiores clássicos históricos com o acompanhamento da Deutsches Filmorchester Babelsberg, dando uma roupagem inteiramente sinfónica aos êxitos dos anos 80.



